escorro a tarde
de poema-em-poema
que vou compondo assim
assim meio Oxalufã
num mundo ancestral
de que desconheço
os mistérios.

pego um paxorô
que achei ao acaso
no aurélio ou no houaiss
e que me levou a Oxalufã.

depois disso
minha ignorância
me guia na sabedoria ancestral
que me faz poeta
justo, justinho agora neste tempo
em que ser poeta, ah! ser poeta
é... ser poeta é...

Oxalufã
e todos os Orixás
salvem este ser poeta
que nem acredita em orixás.

Márcia Carrano
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